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30/06/2022

Seminário debate participação da sociedade na vigilância de emergência de zoonoses

Agência Fiocruz de Notícias


A Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul sediou o seminário Saúde Única no Pantanal: participação da sociedade na vigilância de emergência de zoonoses como efeito pós-incêndios no território e formação de estratégias integradas de prevenção e controle, que faz parte das atividades do projeto Inova PTISS. Os objetivos do projeto foram apresentados pela pesquisadora Marcia Chame, da Plataforma Institucional Biodiversidade Saúde Silvestre (PIBSS) da Fiocruz. A iniciativa busca integrar as ações de vigilância participativa e integrada da ocorrência de zoonoses e contaminações ambientais no Pantanal, com oficinas de treinamento para a ampliação do uso do Siss-Geo como ferramenta tecnológica de monitoramento da fauna, com a participação da sociedade, além de discutir os subsídios necessários para a criação de rede de dados e informação de amostras biológicas.

A pesquisadora Marcia Chame, da Plataforma Institucional Biodiversidade Saúde Silvestre (PIBSS) da Fiocruz, no seminário em Campo Grande (Foto: Pedro Zeno - PIBSS/Fiocruz)
 

O seminário teve uma mesa de abertura composta pela secretária-adjunta de Saúde do Mato Grosso do Sul, Christinne Maymone, pela coordenadora estadual de Saúde Única do Mato Grosso do Sul, Danila Frias, pela vice-coordenadora de Pesquisa da Fiocruz Mato Grosso do Sul, Zoraida Fernandez, e pela pesquisadora Raquel Juliano, da Embrapa Pantanal. A moderação esteve a cargo de Alexsandra Favacho, da Fiocruz Mato Grosso do Sul. As palestras foram ministradas pelo coordenador-geral de Zoonoses, Marcelo Wada, por Amanda Amaral, da Coordenação-Geral de Vigilância Ambiental do Ministério da Saúde, pelo gerente de Zoonoses do Mato Grosso Sul, Rafael Ovídio e pela pesquisadora Sofia Caumo, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz).

O evento reuniu gestores e profissionais da saúde, pesquisadores, representantes da Polícia Ambiental estadual, do Instituto Arara Azul, do Projeto Ariranha, do Instituto de Conservação de Animais Silvestres, professores e alunos. As atividades do projeto são coordenadas pela Fiocruz Mato Grosso do Sul, Embrapa Pantanal e Plataforma Biodiversidade e Saúde Silvestre da Fiocruz e Universidade do Estado de Mato Grosso e Sesc Pantanal e Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O Siss-Geo é um sistema de informação em saúde desenvolvido pela Fiocruz para o monitoramento da fauna silvestre e a vigilância de emergências de zoonoses e conservação da biodiversidade, que tem como base a participação da sociedade e órgãos parceiros. É uma forma de monitorar “eventos sentinelas”, que alertam para a circulação de doenças que têm os animais como hospedeiros, como a febre amarela, por exemplo. O aplicativo Siss-Geo pode ser usado para registrar on-line ou off-line observações sobre a fauna e está disponível para celulares Android. A alimentação do banco de dados é feita pelos próprios usuários, que postam a foto e aspectos sobre os animais silvestres encontrados.

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