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24/01/2020

Pesquisadores da Fiocruz usam aplicativo SISS-Geo na Antártica

Rita Braune (PIBSS/Fiocruz)


Há 108 anos, quando as antigas expedições inauguraram a era da "ciência antártica", no continente gelado, pesquisadores não imaginavam que um dispositivo móvel, pequeno e leve, pesando em torno de 110 gramas, tornaria-se um instrumento capaz de auxiliar pesquisas científicas para armazenar e compartilhar imagens e dados georeferenciados de fauna, flora e geologia, entre outras informações da biodiversidade. Pesquisadores da Fiocruz chegaram (17/1) à enseada de Ardley na Antártica e, enquanto aguardavam o transporte para o navio polar Almirante Maximiano, registraram em tempo real um grupo de pinguins no aplicativo Siss-Geo (Sistema de Informação em Saúde Silvestre), desenvolvido pela Plataforma Institucional Biodiversidade e Saúde Silvestre (PIBSS/Fiocruz).

Observado pela pesquisadora Marcia Chame, o registro do Pygoscelis antarctica - pinguim de barbicha - foi o primeiro de um animal silvestre no continente Antártico, em um aplicativo de tecnologia móvel e que pode ser visualizado por qualquer pessoa, em qualquer lugar do planeta. Na Antártica, os pesquisadores contam com um laboratório de biossegurança (Fiolab) localizado a nova Estação Antártica Comandante Ferraz, que é preparado para responder às necessidades de vigilância epidemiológica e sanitária do país, assim como dar suporte às pesquisas em saúde e ambiente.

O projeto Fioantar tem previsão de durar quatro anos quando serão estudos vírus, bactérias, fungos, líquens, microbactérias e helmintos, que podem estar presentes nos animais que vivem ou circulam pela região, nas águas, nos solos, nas rochas e ainda no permafrost, que é um tipo de solo encontrado na região do Ártico e formado por terra, gelo e rochas que estão permanentemente congelados.

A pesquisa irá auxiliar na vigilância epidemiológica do Sistema Único de Saúde (SUS), identificando possíveis ameaças à saúde pública que podem chegar à América do Sul. Outro objetivo é auxiliar no potencial uso dos microrganismos identificados para desenvolvimento de novas tecnologias e produtos em saúde, como medicamentos e insumos. 

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