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Monkeypox

Com o mundo ainda vivendo as consequências, em sua maioria trágicas, da pandemia de Covid-19, uma outra doença, antes restrita a alguns países africanos, começa a se disseminar pelo planeta. O primeiro caso de monkeypox fora da África no surto de 2022 foi identificado em Londres, em 5 de maio, com confirmação uma semana depois, em um paciente que desenvolveu lesões na pele ao voltar de uma viagem à Nigéria. No dia seguinte houve a confirmação de um novo caso na capital inglesa. Em 23 de julho, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que a monkeypox constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. Em 29 de julho o Ministério da Saúde confirmou a primeira morte por monkeypox no Brasil. A vítima era de Uberlândia (MG).

“Temos um surto que se espalhou rapidamente pelo mundo, por meio de novos modos de transmissão, sobre os quais entendemos muito pouco e que atendem aos critérios do Regulamento Sanitário Internacional”, declarou o diretor-geral da OMS. “A avaliação da OMS é que o risco da monkeypox é moderado em todas as regiões do mundo, com exceção da Europa, onde avaliamos o risco como alto”, complementou Ghebreyesus. Para o diretor-geral, "o risco de uma disseminação internacional do vírus é claro e tende a aumentar, embora o risco de interferência no tráfego internacional permaneça baixo neste momento”.

O nome monkeypox se origina da descoberta inicial do vírus em macacos, em 1958, em um laboratório dinamarquês. Já o primeiro caso humano foi identificado em 1970, em uma criança, na República Democrática do Congo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a maioria dos animais suscetíveis a este tipo de varíola são roedores, como ratos e cães-da-pradaria. No Brasil, até 29 de julho havia 1.066 casos de monkeypox. São Paulo, com 823, Rio de Janeiro, com 124, e Minas Gerais, com 44, são os estados com o maior número de casos. No mundo são mais de 18 mil casos, em 78 países

Esta é a primeira vez que muitos casos de monkeypox são relatados simultaneamente em muitos países. A mortalidade permanece baixa no surto atual. A transmissão de humano para humano ocorre por meio de contato físico próximo ou direto (face a face, pele a pele, boca a boca, boca a pele) com lesões infecciosas ou úlceras mucocutâneas, inclusive durante a atividade sexual, gotículas (e possivelmente aerossóis de curto alcance) ou contato com materiais contaminados (por exemplo, lençóis, roupas de cama, eletrônicos, roupas, brinquedos sexuais).

No Brasil, o Laboratório de Enterovírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) foi nomeado Laboratório de Referência do Ministério da Saúde (MS) em monkeypox. O laboratório vai analisar amostras suspeitas de infecção pelo vírus monkeypox provenientes do Estado do Rio de Janeiro e de toda a Região Nordeste. Nos dias 9 e 10 de junho, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), o Ministério da Saúde e a Fiocruz promoveram a primeira capacitação para diagnóstico laboratorial do vírus monkeypox para profissionais de saúde de sete países da América Latina (Bolívia, Equador, Colômbia, Peru, Paraguai, Uruguai e Venezuela). A iniciativa foi ministrada pelo Laboratório de Enterovírus do IOC/Fiocruz.

E, diante dos primeiros casos suspeitos do vírus monkeypox no Brasil, a Fiocruz, por meio do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), uniu esforços em mais uma iniciativa pioneira e produziu, em uma semana, controles positivos para auxiliar no diagnóstico seguro da doença. Os primeiros reagentes foram entregues à Opas/OMS para serem distribuídos em, ao menos, 20 países.

Neste especial, confira as últimas notícias e informações sobre a doença divulgadas na Agência Fiocruz de Notícias. Conheça também as principais ações de enfrentamento à enfermidade realizadas pela Fiocruz.  

24/6/2022 (atualizado em 29/7).

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Fiocruz é designada referência em monkeypox

Laboratório de Enterovírus do IOC/Fiocruz foi nomeado (15/6) Laboratório de Referência do MS. Unidade analisa amostras suspeitas de infecção do estado do Rio de Janeiro e da região Nordeste

Orientações sobre uso do termo 'monkeypox'

Ao redor do mundo, dezenas de cientistas já manifestaram a necessidade de um nome para a doença e para o vírus que não seja discriminatório nem estigmatizante

Diagnóstico laboratorial

Opas, MS e Fiocruz promoveram (9/6) capacitação de profissionais de sete países da América Latina para diagnóstico do vírus. Iniciativa utilizou controles positivos produzidos pelo IBMP/Fiocruz

Entrega de insumos para diagnóstico

Iniciativa pioneira do IBMP/Fiocruz produziu, em uma semana, controles positivos para auxiliar no diagnóstico seguro da doença. Primeiros reagentes foram entregues à Opas para serem distribuídos em, ao menos, 20 países

Doença já se espalhou por diversos países

Inchaço dos gânglios linfáticos, aparecimento de lesões na pele, febre, fraqueza, além de dores intensas de cabeça e no corpo. Esses são alguns dos sintomas da doença. Confira mais no especial do IOC

Atualização de casos pelo MS

Ministério da Saúde (MS) publica periodicamente atualizações sobre o monitoramento do número de casos de monkeypox no Brasil

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