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Vacinas Covid19

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Fiocruz receberá 2 milhões de vacinas prontas nesta sexta-feira (21/1)
Com a liberação das exportações comerciais pelo governo indiano, as doses, compradas do Instituto Serum, têm chegada prevista (22/1), às 17h40, em pelo aeroporto de Guarulhos (SP). Após trâmites alfandegários, as vacinas seguem para o Rio, até a Fiocruz

 

Desde o início do enfrentamento da pandemia no Brasil, como um dos pilares na estratégia de combate ao vírus Sars-CoV-2, a Fiocruz tem feito parte das diversas frentes nacionais e internacionais de busca pela vacina contra a Covid-19. Com uma longa trajetória e tradição de mais de 70 anos na produção de vacinas, a Fundação tem se empenhado para manter os esforços nesse campo, em conjunto com o Ministério da Saúde (MS) e ressaltando a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro como a base de sustentação do desenvolvimento, da produção e da futura distribuição nacional de vacina para a enfermidade. No campo da produção de vacinas para Covid-19, a principal aposta da Fiocruz foi um acordo com a biofarmacêutica AstraZeneca para produzir, no Brasil, a vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford.

O acordo do governo brasileiro com o Reino Unido foi anunciado pelo Ministério da Saúde e existe uma previsão de entrega de 210,4 milhões de doses para a população em 2021, a partir do Programa Nacional de Imunizações do SUS. A assinatura do acordo pela Fundação também objetivou garantir a produção nacional com transferência total de tecnologia. Isso com a preocupação do desenvolvimento de uma vacina segura, que apresenta testes clínicos com mais de 57 mil voluntários em sete países. 

No final de 2020 (30/12), a agência reguladora do Reino Unido aprovou o uso da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório britânico AstraZeneca. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso da vacina (17/1). O processo de avaliação incluiu dados sobre segurança, qualidade e eficácia da vacina. Na primeira quinzena de 2021 (8/1), a Fiocruz também submeteu oficialmente pedido de autorização para uso emergencial da vacina à Anvisa. O pedido emergencial se refere às 2 milhões de vacinas prontas que serão importadas do Instituto Serum, um dos centros capacitados pela AstraZeneca para a produção da vacina na Índia. Trata-se de uma estratégia adicional da Fundação que sempre esteve na pauta das reuniões com a AstraZeneca, na tentativa de antecipação do início da vacinação pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19. 

As vacinas prontas chegarão pelo aeroporto RIOGaleão, no Rio de Janeiro, e seguirão, no mesmo dia, para a Fiocruz para rotulagem. No dia seguinte, a partir do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), na Fiocruz, as vacinas poderão seguir diretamente para distribuição, que está sob responsabilidade do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19. A data certa para a chegada dessas vacinas será confirmada em breve.

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A Fiocruz vai entregar duas milhões de vacinas prontas (importadas) e, com o início da produção, a partir do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), a Fundação vai escalonar as entregas para atingir uma primeira marca de 50 milhões de doses e, depois, 100,4 milhões de doses até julho de 2021.

Com apenas uma dose, a vacina já alcança 73% de eficácia, além de proteger contra o surgimento de sintomas graves e evitar, em 100%, os casos de hospitalização. Além disso, a vacina é capaz de induzir a produção de anticorpos em 98% das pessoas após a primeira dose e, em 99% delas, após a segunda dose, o que demonstra a alta taxa de soroconversão. Segundo evidências apontadas pelos estudos, quando aplicada uma segunda dose com intervalo de três meses, a produção de anticorpos e da resposta imunológica aumentaria cerca de oito vezes. 

Estudos clínicos 

Para além do campo de produção, a Fiocruz também tem se colocado como um parceiro estratégico em estudos clínicos de vacinas no Brasil e na América Latina. Para organizar essa participação nas diversas frentes de busca de um imunizante, a Presidência da Fiocruz, inclusive, instalou (17/7) o Comitê de Acompanhamento Técnico-Científico das Iniciativas Associadas a Vacinas para a Covid-19. Dentre as atribuições do comitê, estão avaliar documentos técnico-científicos sobre o desenvolvimento tecnológico da vacina de Oxford, os ensaios clínicos em andamento e o processo de incorporação tecnológica. 

Atualmente, a Fiocruz coordenada ou está envolvida em três ensaios clínicos diferentes em fase 3 (grandes estudos multicêntricos que acompanham milhares de pacientes), em parceria com diversas instituições parceiras nacionais e internacionais. A instituição também está desenvolvendo três estudos pré-clínicos, que incluem um projeto brasileiro, conduzido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), para o desenvolvimento de uma vacina sintética para o novo coronavírus, um projeto de vacina com a plataforma de subunidade, também realizado por Bio-Manguinhos/Fiocruz, e uma iniciativa da Fiocruz Minas, em parceria com uma rede do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Vacinas (INCTV), que utiliza o vírus da influenza para gerar resposta imunológica contra o Sars-CoV-2. 

Neste especial da Agência Fiocruz de Notícias, o leitor encontrará as últimas notícias e as principais informações sobre a participação da Fiocruz em várias iniciativas para a produção e o controle de qualidade, e a pesquisa e o desenvolvimento de vacinas para a Covid-19. O espaço virtual dedicado ao tema também contém entrevistas, artigos de opinião, materiais informativos e audiovisuais, reportagens e outros links úteis.  

Texto atualizado em 20/1/2021.

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