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Vacinas Covid19

Desde o início do enfrentamento da pandemia no Brasil, como um dos pilares na estratégia de combate ao vírus Sars-CoV-2, a Fiocruz tem feito parte das diversas frentes nacionais e internacionais de busca pela vacina contra a Covid-19. Com uma longa trajetória e tradição de mais de 70 anos na produção de vacinas, a Fundação tem se empenhado para manter os esforços nesse campo, em conjunto com o Ministério da Saúde (MS) e ressaltando a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro como a base de sustentação do desenvolvimento, da produção e da futura distribuição nacional de vacina para a enfermidade. No campo da produção de vacinas para Covid-19, a principal aposta da Fiocruz é um acordo com a biofarmacêutica AstraZeneca para produzir, no Brasil, a vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford. O acordo do governo brasileiro com o Reino Unido foi anunciado, em 2020, pelo Ministério da Saúde e existe uma previsão de entrega de 210,4 milhões de doses para a população em 2021, a partir do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do SUS. 

No dia 17 de março, a Fiocruz entregou ao PNI o primeiro lote de vacinas Covid-19 produzidas na instituição. Em 26 de março, ocorreu a entrega de mais um carregamento. A Fundação tinha anunciado, em 8 de março, o início da produção em larga escala da vacina Covid-19. Na mesma semana (12/3), a instituição recebeu o primeiro registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para vacina Covid-19 produzida no Brasil e informou que receberá da AstraZeneca, em março, o dobro do número de lotes de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) previstos. Serão enviados da China quatro lotes de 256 litros cada, com quantidade de insumo suficiente para a produção de cerca de 30 milhões de doses de vacina. Com isso, a produção de vacinas na Fiocruz estará garantida até o final de maio.

Ocorreu no dia 27 de fevereiro, a chegada da China da segunda remessa de dois lotes de IFA, insumo necessário para a produção da vacina e quantidade equivalente para cerca de 12,2 milhões de doses. Esses dois lotes completaram um total de três recebidos no mês de fevereiro. O primeiro lote enviado pelo governo chinês (6/2) continha cerca de 90 litros de IFA, armazenados a -55ºC, suficientes para a produção de 2,8 milhões de doses. O envase do primeiro lote de IFA da vacina teve início em 12 de fevereiro no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz). 

A partir do recebimento desses insumos, a Fiocruz tem previsão de entregar ao PNI/MS:

Janeiro: 2 milhões importadas da Índia (entregues)

Fevereiro: 2 milhões importadas da Índia (entregues)

Março: 2,8 milhões por produção nacional com IFA importado (entregues)

Abril: 18,8 milhões (produção nacional com IFA importado)

Maio: 21,5 milhões (produção nacional com IFA importado)

Junho: 34,2 milhões (produção nacional com IFA importado)

Julho: 22 milhões (produção nacional com IFA importado)

 

 

O cumprimento do cronograma de abril a julho depende da chegada do IFA importado. Por se tratar de um processo complexo de formulação, envase e controle de qualidade de vacina com a nova tecnologia, qualquer alteração no cronograma será comunicada com transparência e a maior brevidade possível. As entregas ao Ministério da Saúde somarão 104,4 milhões no primeiro semestre do ano. A partir do segundo semestre, com a incorporação da tecnologia da produção da matéria-prima (IFA), a Fiocruz deve entregar mais 110 milhões de doses.

Três lotes de IFA têm previsão para embarcar em abril. Em maio, serão mais quatro remessas e, em junho, será enviado o último lote. Após a liberação de exportação pelas autoridades chinesas da primeira remessa de IFA, os demais embarques de insumo já têm os trâmites alfandegários garantidos. A documentação para exportação serve para todas as demais. Saiba mais sobre o cronograma de envio de lotes aqui

Com o objetivo de reduzir o impacto inicial sobre o cronograma de entregas, a Fiocruz também submeteu à Anvisa um pedido emergencial inicial para a importação de 2 milhões de vacinas prontas do Instituto Serum, um dos centros capacitados pela AstraZeneca para a produção da vacina na Índia. As vacinas importadas chegaram ao Brasil no dia 22 de janeiro. Tratava-se de uma estratégia adicional da Fundação, em especial durante os primeiros meses de produção, que sempre esteve na pauta das reuniões com a AstraZeneca, na tentativa de antecipação do início da vacinação pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19. Mais dois milhões de doses prontas da vacina Covid-19 (recombinante) foram encomendadas e chegaram na Fiocruz no dia 23 de fevereiro

A negociação com a AstraZeneca e o Instituto Serum inclui a aquisição de um total de dez milhões de vacinas importadas, além dos dois milhões de vacinas entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI/MS) no dia 24 de janeiro. O restante de oito milhões de doses será importado ao longo dos próximos dois meses, em cronograma ainda a confirmar. O processo de importação conta com o apoio do governo da Índia e da AstraZeneca, que vem colaborando em todo o esforço de antecipação das vacinas frente às dificuldades alfandegárias para exportação na China do IFA, insumo necessário para a produção da vacina na Fiocruz. 

No final de 2020 (30/12), a agência reguladora do Reino Unido aprovou o uso da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório britânico AstraZeneca. No Brasil, na primeira quinzena de 2021 (8/1), a Fiocruz também submeteu oficialmente pedido de autorização para uso emergencial da vacina à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, em 17/1, a Anvisa autorizou esse uso emergencial. O processo de avaliação incluiu dados sobre segurança, qualidade e eficácia da vacina. No dia 22 de janeiro, a equipe técnica da Fiocruz realizou uma reunião de pré-submissão junto à Agência sobre o pedido de registro definitivo da Vacina Covid-19 Fiocruz. O pedido formal de submissão à Anvisa ocorreu no dia 29 de janeiro.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), no dia 15 de fevereiro, autorizou o uso emergencial da vacina desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. Até o momento, apenas duas vacinas têm essa autorização da OMS: AstraZeneca e Pfeizer/BioNTech. A autorização da OMS incluiu também as vacinas produzidas pelo Instituto Serum na Índia, produtor do qual a Fiocruz já importou quatro milhões de vacinas prontas. 

A assinatura do acordo pela Fiocruz com o Reino Unido também objetivou garantir a produção nacional com transferência total de tecnologia. Isso com a preocupação do desenvolvimento de uma vacina segura, que apresenta testes clínicos com mais de 57 mil voluntários em sete países. O contrato da Encomenda Tecnológica com a AstraZeneca estabelece a transferência de tecnologia para a Fundação, que não precisará mais importar o insumo e eliminará os riscos de dependência trazidos ao país. Em abril, a planta industrial de Bio-Manguinhos/Fiocruz estará pronta para iniciar a incorporação tecnológica para a produção nacional do IFA. A previsão é de que a validação dos processos do IFA nacional esteja concluída em julho, para que então seja solicitada a inclusão do novo local de fabricação do insumo no registro da vacina. Com isto, a partir de agosto, a Fiocruz já começará a entregar vacinas 100% produzidas em Bio-Manguinhos/Fiocruz. 

Novos dados divulgados sobre a eficácia da vacina Covid-19 de Oxford-AstraZeneca, que a Fiocruz vai produzir no Brasil, reforçam a necessidade de se manter o protocolo de duas doses e o intervalo longo entre as doses, de três meses, para uma taxa maior de eficácia. De acordo com os estudos, a primeira dose da vacina já garante eficácia geral de 76%, dos 22 aos 90 dias após a aplicação, uma informação importante que pode subsidiar decisões dos planos de vacinação, já que o número de vacinas disponível ainda é escasso em todo o mundo. Depois desse período, com uma segunda dose de reforço, a eficácia da vacina sobe para 82,4%, confirmando os dados da produção de anticorpos já descritos anteriormente. Para casos mais graves da doença, a eficácia foi de 100%, uma vez que não houve internações hospitalares. Esses novos dados reforçam as análises interinas de diversas agências regulatórias em todo o mundo, que autorizaram o uso emergencial da vacina. Em 16 de março, a Fiocruz reforçou posição de agências regulatórias sobre segurança da vacina de Oxford-AstraZeneca

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Estudos clínicos 

Para além do campo de produção, a Fiocruz também tem se colocado como um parceiro estratégico em estudos clínicos de vacinas no Brasil e na América Latina. Para organizar essa participação nas diversas frentes de busca de um imunizante, a Presidência da Fiocruz, inclusive, instalou (17/7) o Comitê de Acompanhamento Técnico-Científico das Iniciativas Associadas a Vacinas para a Covid-19. Dentre as atribuições do comitê, estão avaliar documentos técnico-científicos sobre o desenvolvimento tecnológico da vacina de Oxford, os ensaios clínicos em andamento e o processo de incorporação tecnológica. 

Atualmente, a Fiocruz coordenada ou está envolvida em três ensaios clínicos diferentes em fase 3 (grandes estudos multicêntricos que acompanham milhares de pacientes), em parceria com diversas instituições parceiras nacionais e internacionais. A instituição também está desenvolvendo três estudos pré-clínicos, que incluem um projeto brasileiro, conduzido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), para o desenvolvimento de uma vacina sintética para o novo coronavírus, um projeto de vacina com a plataforma de subunidade, também realizado por Bio-Manguinhos/Fiocruz, e uma iniciativa da Fiocruz Minas, em parceria com uma rede do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Vacinas (INCTV), que utiliza o vírus da influenza para gerar resposta imunológica contra o Sars-CoV-2. 

Neste especial da Agência Fiocruz de Notícias, o leitor encontrará as últimas notícias e as principais informações sobre a participação da Fiocruz em várias iniciativas para a produção e o controle de qualidade, e a pesquisa e o desenvolvimento de vacinas para a Covid-19. O espaço virtual dedicado ao tema também contém entrevistas, materiais informativos e audiovisuais, reportagens e outros links úteis.  

Texto atualizado em 29/3/2021.

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Comitê Fiocruz

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Revista Radis

Publicação destaca a corrida pela vacina

Vídeo: Como se produz uma vacina?

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